“Eu já tenho um TMS.” “Eu já tenho um roteirizador.” São as respostas mais comuns quando se fala em otimização logística. E as duas escondem a mesma confusão: existem três camadas diferentes, e a maioria das operações só tem duas.
Camada 1 — o TMS (gestão)
Um TMS (Transportation Management System) cuida da gestão do transporte: emissão e controle de documentos, frota, financeiro, acompanhamento de viagens, conciliação. É a espinha dorsal operacional. O que ele normalmente não faz é otimizar a rota nem decidir a estrutura da rede.
Camada 2 — o roteirizador (a rota dentro da malha)
Um roteirizador resolve outra disciplina: pega as entregas do dia e acha a melhor sequência de paradas — agrupando por região, respeitando janelas, prioridade e frota mista. É necessário e valioso.
Mas repare numa palavra: ele otimiza a rota dentro da malha que já existe. Ele assume os hubs onde estão, a frota que é, e o que vai direto como decisões já tomadas. O roteirizador não questiona a estrutura — ele opera dentro dela.
Camada 3 — o planejamento de malha (a estrutura em si)
É aqui que está o vão. Quem decide:
- Quantos hubs de distribuição (transit points) você deve ter?
- Onde colocá-los?
- O que deve ir direto e o que deve passar por um hub?
- Qual frota dimensiona cada trecho?
Essas perguntas mexem no trade-off entre middle-mile e last-mile: cada hub que você abre melhora a ponta final e piora a transferência. Existe um ponto ótimo nessa curva — e ele se move com a demanda. Nem o TMS nem o roteirizador respondem isso. A maioria decide no tato e descobre tarde que a estrutura saiu do ótimo.
As três convivem
Não é trocar uma pela outra. O TMS gerencia. O planejamento de malha decide a estrutura e simula cenários (TCO). O roteirizador (ou a execução da própria plataforma) roda a rota do dia a dia nessa estrutura. Quem só tem as camadas 1 e 2 está executando bem uma malha que ninguém garante ser a ótima.
Como saber se você tem a terceira camada
Faça três perguntas:
- Você consegue dizer qual é o ponto ótimo da sua malha hoje — quantos hubs, o que vai direto?
- Você consegue simular abrir ou fechar um hub e ver o impacto no TCO antes de mexer na operação?
- Você enxerga o custo de middle-mile e last-mile separados, ou só a média?
Se a resposta for “não” para alguma, a camada de planejamento de malha provavelmente está faltando — e é onde mais escapa dinheiro.
Onde entra o HubRouter
O HubRouter é a camada 3 que também executa: simula a sua malha, calcula o TCO de middle-mile e last-mile, acha o ponto ótimo — e roda a roteirização do dia a dia nessa estrutura, com um agente de IA que compara o plano com a execução. Ele convive com o seu TMS; não o substitui.
Perguntas frequentes
Preciso trocar meu TMS?
Não. O HubRouter complementa o TMS — você mantém a gestão onde está e adiciona o desenho de malha, o custo real e a roteirização.
O HubRouter é um roteirizador?
Roteirização é uma parte dele, não o todo. A diferença é que ele decide a malha (a camada 3) antes de roteirizar — não assume a estrutura como dada.
Ele usa os dados que eu já tenho?
Sim. A partir do histórico de entregas que sua empresa já tem (CTe, romaneio ou sistema), dá para clusterizar, calcular o custo real e simular cenários — sem cadastrar tudo do zero.
Quer ver qual camada está faltando na sua operação? Você manda o histórico de entregas e o HubRouter simula a sua malha, mostrando o ponto ótimo e o quanto a estrutura atual se afasta dele. Chama a gente.