A última milha costuma ser o trecho mais caro e mais mal medido da operação de entrega. E o principal motivo é simples: a maioria das empresas olha o custo médio — e a média esconde exatamente onde o dinheiro escapa.
Por que o custo médio engana
Imagine duas rotas. A rota A roda cheia, curta, eficiente. A rota B sai com o veículo pela metade, faz um trajeto que se cruza com outra e ainda volta vazia. No relatório, as duas viram uma média confortável — e ninguém percebe que a rota B custa o dobro do que deveria.
Custo de entrega não se gerencia na média. Se gerencia por rota: qual veículo, qual cidade, qual dia, quanto rodou ocioso. É nesse detalhe que mora a economia.
Os três sintomas mais comuns
Quando se calcula o custo real rota a rota, quase sempre aparecem:
- Veículos rodando meio vazios — capacidade paga e não usada.
- Rotas que se cruzam — quilometragem (e combustível) jogados fora.
- Frota dimensionada “no susto” — mais veículos do que a operação precisa, por falta de visão de quanto cada rota realmente consome.
O dado que você já tem: o CTe
Para enxergar isso, você não precisa de um projeto de seis meses nem de um sistema novo. Precisa de um arquivo que sua empresa já emite todos os dias: o CTe (Conhecimento de Transporte Eletrônico).
Dentro dele estão origem, destino, peso, valor e veículo — matéria-prima suficiente para reconstruir as rotas e calcular o custo real de cada uma. O CTe deixa de ser só obrigação fiscal e vira o raio-X mais barato da sua logística.
Como reduzir o custo, na prática
- Meça o custo real por rota (não a média) — por veículo, cidade e dia.
- Reagrupe as entregas com clusterização inteligente, respeitando janelas e prioridade.
- Dimensione a frota mínima que atende ao nível de serviço — nem mais, nem menos.
- Simule cenários antes de mexer na operação: cortar um veículo, mudar um hub, a demanda subir.
- Considere a malha inteira (última milha + transferência): otimizar uma ponta sem olhar o todo costuma empurrar custo para outro lugar.
Foi para fazer exatamente isso que construímos o HubRouter: um roteirizador inteligente que roda a operação do dia a dia e mostra o custo real de cada rota, com simulação de cenários e um agente de IA que recomenda os ajustes.
Perguntas frequentes
Dá para reduzir custo de entrega sem cortar nível de serviço?
Sim. A maior parte da economia vem de eliminar desperdício (veículos ociosos, sobreposição de rotas, frota superdimensionada), não de degradar o serviço.
Preciso instalar um sistema para descobrir quanto posso economizar?
Não para começar. Com o diagnóstico gratuito, você envia os CTes que já emite e recebe o custo real e o potencial de economia — sem instalar nada.
Quanto tempo leva para ver resultado?
Como o insumo (CTe) já existe, o diagnóstico é medido em dias, não em trimestres.
Quer ver onde sua operação perde dinheiro? Rodamos um diagnóstico gratuito da sua última milha a partir dos seus CTes. É só chamar.